Matar uma criança é um dos crimes considerados mais hediondos. Um serial killer que concentra os seus crimes sobre as crianças é, muitas vezes, considerado como mais perigoso. Mas o que pensar quando acontece o contrário? O que acontece com uma criança para que ela tenha atitudes tão extremas? Quais indícios que um futuro psicopata pode apresentar?
O abuso doméstico é, muitas vezes, a maior causa desse tipo de transtorno, uma vez que a criança é direcionada a formar sua personalidade de acordo com o ambiente em que vive. Para alguns cientistas, a genética e o ambiente são causadores do comportamento hostil.
A opinião, porém, não é unânime, considerando que cada caso é um caso. No entanto, enquanto crianças, não temos noção do que é certo e errado e até os 18 anos de idade – de acordo com a Associação Americana de Psiquiatria (APA, em inglês) – ninguém pode ser considerado um psicopata. Segundo a Associação, até essa idade a personalidade ainda não está totalmente formada.
Discussões científicas à parte, separamos 5 casos de crianças que cometeram crimes hediondos para você conhecer. São pequenos assassinos que dão uma verdadeira aula de crueldade para os mais velhos.
Eric M. Smith, 13
Motivado pelo bullying que sofreu na escola e pela família abusiva, Eric tinha 13 anos quando descontou sua frustração em Derrick Robie, de apenas 4 anos.
Derrick andava sozinho por um parque quando foi atraído por Smith para dentro de uma área florestal. O adolescente o estrangulou, esmagou sua cabeça com uma pedra e introduziu um galho de árvore em seu ânus. Eric confessou o crime e foi condenado a nove anos de prisão, com a possibilidade de perpétua. Em 11 de abril de 2014, com 34 anos, ele teve negado, pela sétima vez, seu pedido de liberdade condicional.
Shirley Wolf, 14 e Cindy Collier, 15
Cindy e Shirley eram apenas adolescentes quando cometeram um crime terrível. As garotas andavam pelos arredores de Auburn, na Califórnia, procurando uma vítima vulnerável. O alvo: uma idosa que as convidou para uma xícara de chá. As meninas esfaquearam a idosa até a morte e chegaram a admitir que gostariam de fazer de novo.
A história macabra das garotas inspirou o roteiro de uma peça de teatro de James Bosley e, posteriormente, um filme chamado “Fun”. O nome do filme foi inspirado num título do diário das garotas: “Today, Cindy and I ran away and killed an old lady. It was lots of fun”, algo como “Hoje, Cindy e eu fugimos e matamos uma senhora. Foi muito divertido”.
Jordan Brown, 11
O pequeno Jordan tinha apenas 11 anos quando, com um tiro à queima roupa e com clara intenção de matar, tirou a vida da madrasta Kenzie Houk – grávida de 8 meses – que ainda estava dormindo. Minutos depois, Jordan pegou um ônibus e foi para a escola, como se nada tivesse acontecido.
O pai do garoto, Christian Brown ainda se recusa a acreditar na culpa do filho, que foi um réu confesso. Além de tudo, foi ele quem presentou o garoto com a espingarda, fato que não lhe causa arrependimento, pois recebera o mesmo presente do pai. Jordan foi a pessoa mais jovem dos Estados Unidos a ser condenada à prisão perpétua sem a possibilidade de condicional.
Joshua Philips, 16
Nós nunca vamos saber, ao certo, o que levou Joshua Phillips a matar uma inocente menina de apenas 8 anos de idade. Em uma vizinhança pouco suspeita em Jacksonville, na Flórida, ele a “selecionou”, espancou-a até a morte com um bastão e, por fim, esfaqueou-a sete vezes.
A história ficou ainda mais sinistra quando ele resolveu esconder o corpo da garota dentro de seu próprio colchão d’água. O corpo só foi encontrado uma semana depois. A mãe do garoto notou um cheiro estranho que vinha da cama, encontrando a prova do crime hediondo do filho.
Joshua alegou que havia acertado “sem querer” a garota com o bastão, e que quando ela começou a gritar, ele entrou em pânico e decidiu esfaqueá-la. A história não foi aceita pelo júri, que qualificou o crime como homicídio de primeiro grau.
Mary Bell, 11
O nome da garota está relacionado a um dos casos mais famosos de Transtorno de Personalidade Antissocial. O caso de Bell fez que uma lei com seu nome fosse estabelecida na Inglaterra em 2003.
A infância de Mary foi marcada por abusos domésticos e sexuais por parte da mãe. A garota tinha apenas 11 anos de idade quando estrangulou e matou Martin Brown, de apenas 4 anos, e Brian Howe, de 3.
O mais sinistro de tudo é que depois de ter cometido os crimes, a garota pedia insistentemente para ver os corpos no caixão. Os pedidos obviamente foram negados. Assim, em 1980, após muitos tratamentos e avaliações, ela foi libertada da prisão com 23 anos, mudou de nome e mantém a sua identidade sob o sigilo da “Ordem Mary Bell”, uma lei criada para proteger a identidade de qualquer criança envolvida em procedimentos legais.
Via: Super Interessante / Ranker / Oddee / IMDB / CBS News / Psicologia Forense Imagens: Reprodução / Oddee