Um laboratório na Áustria, AV-Comparatives, resolveu testar alguns dos antivírus mais populares da Play Store, sistema de compra de aplicativos de aparelhos Android.

Eles descobriram que a grande e esmagadora maioria dos antivírus não oferece proteção alguma aos usuários.

Para o experimento foram instalados 250 programas, 2 mil variações dos malwares mais comuns disseminados em 2018 e 100 outros aplicativos de controle não maliciosos (para teste de falso positivo).

Imagem: Reprodução

Dos 250 testados, apenas 23 conseguiram detectar 100% das ameaças, o que caracteriza um desempenho extremamente baixo. Alguns aplicativos chegaram a pouco mais de 99% de eficiência. Até mesmo o Play Protect, recurso da Google que vem no Android, só conseguiu identificar 68,8% dos malwares.

O desempenho do restante foi extremamente ruim, com alguns dos aplicativos sequer realizando checagem de ameaças.

O teste realizado foi decepcionante. Foto: Reprodução / ExtremeTech

Outros tentaram classificar arquivos e outros apps com base em “listas brancas e negras”, o que faz com que ao renomear um pacote, o arquivo seja classificado como falso positivo ou arquivo limpo.

Curiosamente, em algumas situações, os desenvolvedores sequer incluíram o nome do aplicativo na lista branca o que fez com que o próprio antivírus fosse acusado de ser um malware.

Os pesquisadores da AV-Comparatives, de acordo com a ExtremeTech, recomendaram os usuários a baixar aplicativos de empresas de nome conhecido no mercado, como por exemplo ESET, Sophos, AVG, Kaspersky, BitDefender, Avast, McAfee, a fim de evitar problemas, já que essas empresas investem massivamente em novas tecnologias de proteção com frequência.