Após voltar das férias em família, Sophie Murray, de 16 anos, morreu de embolia pulmonar devido à trombose venosa profunda (um coágulo de sangue extremamente raro) causada, em parte, pela pílula contraceptiva.

A pílula fora prescrita para ser usada por cerca de oito meses, em setembro do ano passado. Mas, duas semanas mais tarde, a adolescente “feliz e saudável”, de Accrington, Inglaterra, começou a se queixar de falta de ar e dor no peito. O Tribunal Blackburn Coroners Court ouviu que os testes confirmaram que ela sofria de Asma Induzida por Exercício. Foi-lhe prescrito um inalador, no entanto, ele não resolveu o problema.

Sua mãe, Shelley Crichton contou ao júri que Sophie acordou em 8 de novembro do ano passado dizendo que não conseguia respirar. Shelley relatou que seus lábios ficaram azuis logo depois de ter um ataque. Ela foi levada às pressas para o hospital, mas faleceu mais tarde, naquele mesmo dia.

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O Dr. Richard Prescott afirmou que Sophie morreu de uma embolia pulmonar devido à Trombose Venosa Profunda (TVP) e que um fator contribuinte foi a pílula anticoncepcional que ela estava tomando. Ele disse na audiência que o “grande coágulo” tinha 8 mm de diâmetro e se tivesse sido detectado mais cedo, Sophie poderia ter recebido diluentes de sangue e sobrevivido.

O inquérito avaliou que Sophie usava uma pílula comum, Microgynon, cujo folheto que acompanha a prescrição advertia sobre “o risco de desenvolver um coágulo de sangue em casos muito raros” que é “raramente fatal”.

Joanne Birch, uma enfermeira especialista em mortes súbitas e inesperadas, disse que apenas seis em cada 10.000 mulheres usuárias da pílula anticoncepcional desenvolvem TVP, em mulheres que não tomam o anticoncepcional, o número é de duas em 10.000. De qualquer forma, as mortes são “extremamente raras”.

Shelley disse, na audiência, como a respiração de Sophie piorou após ter voltado de férias e como ela lutava para caminhar até a escola, dançar ou praticar exercício. O inquérito ouviu que Shelley e Sophie visitaram o Dr. Joseph Paramundayil no Dill Hall, em Accrington aos 15 de outubro depois de sentir como se “respirasse através de um canudo”.

No entanto, ela retornou em 5 de novembro ao hospital (três dias antes de sua morte) para dizer que o inalador “não adiantou nada”, até receber a prescrição de um inalador diferente e um comprimido para ajudar com sua respiração antes do exercício.

O Dr. Joseph disse não ter considerado o diagnóstico de trombose venosa profunda por ela ainda ser jovem, sem excesso de peso, hábito de fumar, histórico familiar, inchaço ou sensibilidade na perna. Afirmou que sua falta de ar, um sintoma de uma embolia pulmonar, também poderia ser um sintoma de outras doenças semelhantes. Ele disse: “É a pílula mais comum. Prescrevi-a nos últimos 31 anos e isso nunca havia acontecido”.

O médico-legista assistente, Derek Baker gravou uma sentença narrativa e disse que era um “caso trágico”:

“Esta tragédia trouxe um luto descomunal para a família de Sophie, pois ela era apenas uma menina quando morreu. A morte por embolia pulmonar é relativamente comum, mas eu nunca vi isso acontecendo com alguém tão jovem quanto ela”.

“Essas condições em uma menina dessa idade são raras, mas também este efeito colateral é reconhecido na pílula que foi prescrita. Ele também pode ser causado por voos longos, associados à imobilidade prolongada. Não é meu papel condenar, mas devo dizer que a mãe de Sophie fez todo o possível”.

“Não houve atraso, ela seguiu recomendações médicas segundo os sintomas apresentados. Se ela fosse diagnosticada e tratada antes, teria tido uma boa perspectiva de recuperação. Eu reconheço que uma tragédia desta dimensão vai resultar em muita tristeza e luto”

Via: Mirror Imagem: Reprodução / Mirror