Os energéticos são altamente controversos e levantam discussões há anos sobre segurança e o impacto na saúde dos consumidores.

Samantha Sharpe tornou-se viciada na bebida e chegava a consumir 6 latas por dia de energéticos. Com apenas 32 anos, hoje precisa de um marcapasso no coração para continuar vivendo.

A britânica não deu atenção aos sinais que o corpo emitia quando bebia energéticos. Segundo ela, seu coração sempre ficava muito acelerado.

Ao longo do tempo, os energéticos começaram a gerar vários problemas em seu coração, o que poderia ter sido fatal.

Foto: Reprodução / Samantha Sharpe

Samantha comentou que durante 4 anos bebia 6 latas por dia. Aos poucos, ela começou a desmaiar quando ingeria e só aí procurou um médico para entender o que havia de errado com sua saúde, mesmo sentindo taquicardia após a ingestão.

Ela sentia fortes palpitações e aceleramento na frequência cardíaca. Após desmaiar, buscava tomar mais um energético para que o coração “voltasse a funcionar normalmente”, o que só gerou mais danos ao órgão.

Segundo o jornal local Leicestershire Live, já ouve registros em seu prontuário de apenas 20 batimentos por minuto, o que evidenciava a presença de lesões. Criou-se um ciclo vicioso, onde ela pensava que seu coração só bateria adequadamente se bebesse energéticos.

Foto: Reprodução / Samantha Sharpe

Em entrevista ao jornal, ela declarou:

Eu tinha dores de cabeça, ficava mau humorada e precisava de outro energético para me manter em movimento. Eu procurei um médico porque continuava desmaiando em casa. Tive um bloqueio cardíaco e precisei colocar um marcapasso para ajudar meu coração a funcionar”, disse Samantha.

Os energéticos não só prejudicaram seu coração, como também seus rins, já que desenvolveu cálculos renais, além de tornar-se pré-diabética.

Agora, Samantha tornou-se dependente do marcapasso para continuar viva. Seu coração voltou a bater normalmente, sem pular as batidas como anteriormente. Além disso, ela precisa ser acompanhada a cada 6 meses e o marcapasso precisa ser retirado cirurgicamente e substituído a cada 10 anos.