Alisha Barnett, de 28 anos, é uma atleta amadora que competiu em algumas corridas de bicicleta na Inglaterra, e passou a ter uma forte crise de tosse em 2014. Ao visitar o médico, ela foi diagnosticada com um câncer de pulmão incurável, mesmo com os hábitos saudáveis e sem nunca ter fumado um cigarro. 

 

Ela terá de receber sessões de quimioterapia pelo resto de vida e, portanto, não poderá ter filhos, mesmo estando próxima do dia de seu casamento.

 

“Sim, eu tive azar, mas eu tive sorte em outros aspectos da minha vida. Tenho amigos e familiares que se preocupam comigo. Se eu estou cansada eles notam. Os médicos não podem dar um prazo. Algumas pessoas sobreviveram dez anos. Parece triste, mas qualquer um poderia morrer a qualquer momento. Eu não quero ficar deprimida”, relatou ela.

Antes de seu diagnóstico, Alisha estava em perfeita forma física, inclusive participando do famoso Prudential RideLondon, em Londres, um megaevento de ciclismo, de cerca de 106km de percurso.

 

Foi após este evento que a britânica desenvolveu uma forte tosse, que persistiu por três semanas. Seu médico prescreveu antibióticos, mas não houve melhora. “Ao mesmo tempo, eu comecei a sentir dores na parte inferior das costas quando eu estava deitada. Mas eu não achava que isso tenha relação. Suspeitaram que eu poderia ter pneumonia e tive que fazer um raio-x urgente”, contou.

 

Quando foi a um hospital particular, o médico já ficou preocupado assim que ela contou seus sintomas. Em dezembro de 2014, ela foi internada no Royal Brompton Hospital, em Londres, onde passou uma semana realizando exames intensivos.

cancer-de-pulmao-incuravel-01

Assim, os médicos descobriram uma quantidade incomum de fluido em seus pulmões e ela teve dois litros do líquido drenados durante um período de três dias. Mais exames confirmaram seu câncer incurável e uma biópsia revelou que ele era o resultado de uma mutação genética rara, que atinge menos de um por cento dos pacientes com câncer de pulmão. 

 

As pessoas com a mutação tendem a ser muito mais jovens do que os pacientes com a doença, em geral, e nem precisam fumar para que ela apareça. Alisha ficou cada vez mais doente ao longo das próximas três semanas, e quando começou o tratamento de quimioterapia, em janeiro de 2015, mal tinha fôlego para andar e tinha perdido cerca de 6 quilos.

 

Em fevereiro de 2015, já em tratamento, ela foi para Paris com o namorado, onde foi pedida em casamento. “Foi emocionante. Achei que ele não me pediria se eu estivesse tão doente, mas mesmo assim ele fez. Agora estamos realmente empolgados com o casamento”, relatou ela.

 

Mas, apesar de sua atitude extremamente positiva, ela admitiu que não consegue mais ver pessoas fumando, sabendo que elas possuem risco aumentado de desenvolver câncer de pulmão. “Quando contei aos meus amigos e colegas sobre o que eu tinha, aqueles que fumavam pararam imediatamente. Alguns começaram novamente, e eu fiquei muito chateada. Isso me deixa louca, principalmente por saber do problema que poderá causar para os amigos e familiares”.

 

A britânica, após o ocorrido, acredita que é preciso jamais ignorar sintomas, por menores que eles pareçam. “Não é normal ter uma tosse por três meses, e isso parece óbvio para mim, agora. Não devemos nos sentir constrangidos ou alarmistas por nos preocuparmos e investigarmos o que pode estar acontecendo”, concluiu ela.

[ Daily Mail ] [ Foto: Reprodução / Daily Mail ]