O presidente Jair Bosonado (do PSL), fez uma declaração sobre os estudantes que protestam contra o contingenciamento de verbas para universidades federais, deixando muitas pessoas perplexas e uma multidão revoltada nas redes sociais.

Segundo Bolsonaro, os manifestantes são “idiotas úteis e imbecis” e “massa de manobra”.

A infeliz opinião foi dada quando ele chegou a Dallas, estado norte-americano do Texas, onde foi se encontrar com o ex-presidente do país, George W. Bush. A opinião foi encarada por muitos como uma falta de respeito contra os estudantes que serão o futuro profissional do Brasil.

É natural, mas a maioria ali é militante. Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis, que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais no Brasil, disse Bolsonaro.

Logo após o comentário, Bolsonaro argumentou que não há cortes de verbas, mas um contingenciamento:

Nós temos um problema, peguei um Brasil destruído economicamente também. Então, as arrecadações não eram aquelas previstas de quem fez o orçamento para o corrente ano”, disse o presidente. E continuou: “Se não houver contingenciamento, eu simplesmente vou de encontro com a Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse. 

Ainda sobre o assunto, o presidente ressaltou que o PT, Partido dos Trabalhadores, é culpado por não ter cuidado devidamente da qualificação profissional dos milhares de desempregados do país:

Se você pega as provas, que acontecem de três em três anos, está cada vez mais ladeira abaixo. A garotada, com 15 anos de idade, na oitava série, 70% não sabe uma regra de três simples. Qual o futuro dessas pessoas?”, indagou.

Montagem do Jornal Folha de SP com a declaração do presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução / Twitter da Folha de SP

Até o momento, as hashtags #TsunamiDaEducação, #TodosPelaEducação #NaRuaPelaEducação e #Idiotas, estão entre as mais usadas na rede social Twitter no Brasil, com grandes críticas e demonstração de estarrecimento pela falta de respeito do presidente com a classe estudantil, tanto pelos jornais como também pelos universitários.