Funcionário vivem temporariamente em plataformas de petróleo, desde que elas foram criadas, no início do século 20.

 

Porém, Neft Dashlari, um enorme complexo de plataformas de petróleo localizado no Mar Cáspio, cerca de 64 km a leste de Baku, capital do Azerbaijão, serve como residência permanente para cerca de 1.000 pessoas. Conhecida como a maior e mais antiga cidade flutuante do mundo, a estrutura da época soviética foi construída em 1949, depois que os engenheiros encontraram vastos recursos de petróleo na região marítima.

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A fundação original consistia de vários pilares montados em sete navios afundados, incluindo Zoroastro, o primeiro petroleiro do mundo. Os polos foram erguidos em torno de uma estrutura central, uma ilha artificial de 17.300 acres, onde os principais poços de petróleo foram localizados. Entre 1952 e 1958, a cidade cresceu em tamanho para incluir outras 2.000 plataformas de perfuração, unidas por uma rede de 300 km de viadutos, distribuídos em um círculo de 30 km.

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Foto: reprodução / geozet.ru

Nos seus tempos áureos, Neft Dashlari foi equipada para acomodar até 5.000 pessoas, incluindo todas as comodidades de uma cidade moderna, como prédios de oito andares, uma sala de cinema com 300 lugares, balneário, campo de futebol, padaria, biblioteca, fábrica de bebidas, lavanderia, horta, e até mesmo um parque arborizado feito com terra trazida do continente. As pessoas realmente plantavam frutas e legumes em seus próprios jardins.

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Foto: reprodução / IPAAT / Panoramio

Atualmente, a cidade já não é mais a mesma coisa. Dois fatores contribuíram para seu declínio: o colapso da União Soviética, e a descoberta de novos campos de petróleo em outros lugares. A força de trabalho foi drasticamente reduzida, deixando para trás uma população de menos de metade do número original.

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Desta forma, várias plataformas de petróleo foram abandonadas. Sem muitas pessoas para manter em ordem as estruturas locais, muitas delas caíram no mar. Aquelas que ainda estão em pé, estão em péssimo estado de conservação, necessitando de reparos.

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Foto: reprodução / infoglaz.ru

Apenas 45 dos 300 quilômetros de estradas da plataforma são atualmente utilizáveis, e a última contagem populacional registrou 933 moradores. No entanto, este número não inclui as quase 5 mil pessoas que trabalham em Neft Dashlari em turnos semanais ou quinzenais.

De acordo com uma reportagem realizada pela revista alemã Der Spiegel, um trabalhador em Neft Dashlari ainda ganha cerca de 130 dólares por mês (cerca de 523 reais), praticamente o dobro do que um empregado médio ganha no Azerbaijão. Porém, a plataforma não opera de forma eficiente durante anos. Construções de aço submersas constituem uma ameaça para o transporte, vazamentos de óleo são abundantes e equipamentos estão caindo aos pedaços”, relatou a revista.