Um pequeno estudo realizado pela Alma College, em Michigan, nos EUA, sugere que ter tatuagens pode afetar o quanto uma pessoa sua, e isso pode ter implicações negativas para a saúde.

 

Por conta da amostra restrita – o estudo envolveu apenas 10 homens saudáveis com idade próxima aos 21 anos, com uma tatuagem em um lado da parte superior do corpo (como em apenas um braço) -, é certamente muito cedo para tirar conclusões. Estudos adicionais devem esclarecer se isso é realmente preocupante, ou não.

 

O estudo

 

Os pesquisadores estimularam quimicamente as glândulas sudoríparas dos participantes, usando nitrato de pilocarpina. Pequenos discos foram usados para absorver o suor que foi produzido. Após 20 minutos, os pesquisadores descobriram que a pele tatuada gerava cerca de metade da quantidade de suor que a pele não tatuada.

 

O suor também tinha uma composição diferente, contendo cerca de duas vezes mais sódio que o lado não tatuado. Os resultados foram os mesmos para tatuagens novas e velhas.

 

Problema a ser investigado

Até onde sabemos, este é o primeiro estudo do tipo a documentar alterações na função de transpiração associada à tatuagem”, disse o autor principal da pesquisa, Maurie Luetkemeier, em um comunicado. “No entanto, estamos um pouco cautelosos sobre nossos resultados. O processo que usamos para estimular as glândulas sudoríparas difere do processo normal, que envolve o resfriamento após o aumento da temperatura corporal”.

 

Os cientistas observaram, no entanto, que este estudo poderia fornecer uma prova de conceito para pesquisas futuras. Certamente, isso precisa ser investigado mais a fundo. Muitas pessoas tatuadas podem estar em maior risco de lesões por conta de seus corpos não conseguirem expulsar o calor tão rapidamente.

Por exemplo, corredores de maratona, bombeiros e soldados que trabalham em climas quentes podem já estar suando o que é chamado de “máximo absoluto”. Se perderem mais capacidade de suar e ficarem com um máximo absoluto menor, podem se sujeitar a maiores riscos de saúde.

 

O estudo foi publicado na revista científica Medicine and Science in Sports and Exercise. 

[ IFL Science via HypeScience ] [ Foto: Reprodução / Pixabay ]