Conhecida cientificamente como Gigantopithecus, essa espécie de gorila gigante podia chegar a quase 3 metros de altura e pesar cerca de meia tonelada. Contudo, e apesar dos avanços tecnológicos na área da Paleontologia, pouco se sabe sobre o estilo de vida desse “King Kong da vida real”, já que são poucas as amostragens fósseis. Porém, e conforme relatado pela Super Interessante, essa espécie entrou em extinção há 100.000 anos atrás, devido a sua inabilidade de adaptação. 

 

Apesar das várias incertezas, acredita-se que esse animal, que viveu no período Pleistoceno, pudesse medir entre 1,80 e 3 metros de altura, pesar de 200 a 500 quilos. Em um artigo publicado pela Science Direct, um dos autores, Hervé Bocherens, desvendou alguns mistérios sobre o que é considerado o maior primata a passar pela Terra.

A partir de um dente encontrado, os pesquisadores analisaram os isótopos estáveis de carbono presente no esmalte. Com isso, eles conseguiram descobrir que os animais eram habituados a uma dieta vegetariana. Segundo eles, os resultados sugerem que eles viviam em florestas e costumavam obter o alimento do próprio habitat. “Eram herbívoros, mas não se alimentavam apenas de bambu”, disse Bocherens.

Apesar do enorme corpo do animal, que o impedia de subir em árvores, o pesquisador afirmou que o hábitat natural dele eram estritamente áreas florestais. Além disso, no período em que viveram, o meio ambiente era composto maiormente por vegetação de savanas, resultado dos períodos glaciais que ocorreram no Sudeste Asiático.

Esse comportamento de hábitat único também é observado em orangotangos, que, diferente do Gigantopithecus, são capazes de sobreviver às limitações. Eles possuem um metabolismo lento, o que faz com que consigam se adaptar a uma quantidade mínima de alimentos. Diferente disso, o gorila, por ser gigante, precisava de quantidades maiores de comida. Dessa forma, o tamanho do animal combinado a um nicho alimentar relativamente restrito podem explicar o desaparecimento da espécie durante a redução drástica de seu habitat.

[ ScienceDirect via Diario de Biologia ] [ Fotos: Reprodução / ScienceDirect ]