Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins irão realizar o primeiro transplante de pênis dos EUA em 2016, segundo o jornal The New York Times.

O objetivo é ajudar um soldado que foi ferido por uma explosão de bomba, enquanto estava em missão de combate no Afeganistão.

A Johns Hopkins permitiu que seus médicos realizassem 60 cirurgias experimentais. Ainda não está claro se a demanda será estendida para este tipo de transplante, mas muitas pessoas poderão beneficiar-se destas operações, caso os pesquisadores sejam bem-sucedidos.

Entre 2001 e 2013, mais de 1.300 homens nas forças armadas dos Estados Unidos sofreram ferimentos em seus órgãos genitais, de acordo com o Departamento de Defesa de Registro de Traumas. A maioria possuía menos de 35 anos na época, e muitos perderam todo o órgão ou uma parte de seus pênis ou testículos.

“Essas lesões geniturinárias não são coisas de que ouvimos falar ou lemos sobre, na maioria das vezes. Mas elas são tão devastadoras quanto qualquer outra que nossos soldados podem sofrer”, disse Andrew Lee, presidente do centro de cirurgia plástica e reconstrutiva da Universidade Johns Hopkins.

Este não será o primeiro transplante de pênis do mundo. A primeira cirurgia bem-sucedida foi realizada em dezembro do ano passado, em um homem de 21 anos, na África do Sul, que perdeu o órgão por conta de complicações relacionadas a um procedimento de circuncisão tradicional.

Em junho de 2015, os médicos anunciaram que a mulher do destinatário está grávida. Houve outra tentativa de transplante, em 2006, na China, mas ela fracassou.

Assim como acontece com qualquer transplante, os riscos desta operação são grandes. Sangramento, infecções, rejeições e efeitos psicológicos podem acontecer, e alguns homens podem não recuperar a função completa do órgão.

Mas, para muitos, os benefícios podem superar os riscos. Lee disse em entrevista ao The New York Times que ser pai após a operação é uma “meta realista”.

Por enquanto, o transplante estará disponível apenas para os veteranos que foram feridos durante uma missão de combate. A operação vai demorar 12 horas e custará entre 200 e 400 mil dólares (de 752 mil a quase 1,6 milhões de reais). Por conta do alto custo, a Universidade ofereceu pagar a primeira cirurgia.

Em todas as 60 operações, o pênis virá de um doador falecido. Caso elas corram bem, a Universidade Johns Hopkins poderá tornar o transplante um tratamento padrão.

Foto: Reprodução / Flickr