Um caso de absurdo veio à tona nesta terça-feira (9/04), envolvendo uma técnica de enfermagem de 36 anos e seu paciente.

A Polícia Civil do Distrito Federal estava investigando denúncia de que um paciente com paralisia, de 54 anos, sofria inúmeros abusos de sua cuidadora.

Com Esclerose Lateral Amiotrófica (doença conhecida pela abreviação ELA), é uma condição degenerativa do sistema nervoso, que incapacita movimentos corporais do paciente, permitindo apenas o movimento dos olhos. Tal doença também acometia o famoso cientista e físico inglês, Stephen Hawking.

O caso foi investigado pela 23ª Delegacia de Polícia, do Setor P Sul, na Ceilândia.

O delegado-adjunto, Maurício Iacozzilli, disse que a vítima conseguiu denunciar os abusos da acusada Balbina de Almeida após o filho da vítima, de 18 anos, instalar um computador equipado com um aparelho de comunicação que permite formar palavras usando os movimentos dos olhos.

“A vítima contou que a técnica de enfermagem o beijava na boca, praticava sexo oral nele, o masturbava e também colocava as mãos nas partes íntimas dela. A doença do senhor é tão grave que ele não se movimenta, fica paralisado e claro, não tem ereção”, explicou o delegado de acordo com informações do portal Bol.

A profissional estaria prestando este serviço de auxílio ao paciente há 3 anos e os abusos teriam dado início em dezembro de 2018:

Os estupros ocorriam durante a noite. Ela não dava o remédio que ajudava a vítima a dormir e praticava os abusos”, detalhou o delegado segundo o Metrópoles.

A suspeita foi presa na Ceilândia, cidade satélite de Brasília, após a Justiça emitir um mandado de prisão. Como não houve flagrante, ela estava solta, mas agora permanecerá presa à disposição da Justiça.

De acordo com especialistas, a pena para estupro de incapaz pode chegar a 15 anos de cadeia.

Ainda de acordo com informações veiculadas na imprensa, ela havia sido demitida de uma empresa de homecare após o surgimento de rumores e denúncias.

A vítima deu seu depoimento em casa, onde usou o computador equipado para poder se comunicar e confirmar os abusos. Balbina de Almeida nega todas as acusações e se declara inocente.