Quando Joanne Colina foi realizar um teste ocular de rotina, ela apenas pensou que poderia usar óculos. 

 

Mas, em vez de receber a receita de um óculos de grau, ela se viu encaminhada para exames de urgência. Seu oftalmologista tinha notado uma estranha sombra no canto inferior de seu olho direito. Inicialmente, Joanne estava chocada por ter sido aconselhada anteriormente a não se preocupar, por se tratar apenas de uma simples “pintinha”, mas na nova consulta, soube que existia a possibilidade de se tratar de câncer, provocado por excesso de exposição solar. 

 

Ela foi enviada para o Warrington Hospital, especializado em olhos, e os médicos disseram que se tratava de um melanoma ocular em sua retina e que poderia ser maligno. Após inúmeros exames e fotos, durante 6 meses, ela foi enviada para um check-up na Unidade de Oncologia do Liverpool Hospital – uma das poucas unidades especializadas do Reino Unido em câncer nos olhos.

 

Foi quando eu descobri que era maligno. Eu ainda não tinha sintomas de câncer e o câncer não podia ser visto sem equipamento especializado, mas definitivamente era câncer. Ele veio como um choque enorme porque eu estava em ótima forma e muito saudável”, disse Joanne ao britânico Daily Mail.

 

As pessoas que correm maior risco de melanoma ocular são ruivas, de pele clara ou qualquer pessoa que está diariamente exposta aos raios UV. As pessoas com mais de 50 anos também podem ser severamente afetadas, mas nenhum desses fatores se aplicava a Joanne. Este é um tipo raro de tumor e sua causa é completamente desconhecida, mas é algo que as pessoas precisam estar cientes e, sempre que possível, procurar proteção”, explica Jane Maher, oncologista e diretora médica da Macmillan Cancer Support.

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Ela continua: “Ao contrário do melanoma da pele, não há fatores de risco definidos, embora seja mais comum com o aumento da idade e mais provável de ser visto em pessoas com olhos azuis ou cinzas, porque eles têm menos pigmentação melânica de proteção”. Jane Maher ainda recomenda usar óculos com etiqueta UV400, o que significa que as lentes bloqueiam toda a luz UV que os óculos recebem. Quando eu perguntei sobre as possíveis causas, eu me senti uma azarada porque nenhum deles se aplicava a mim. Acho que câncer é um tipo de loteria, não é?”, desabafou Joanne.

 

Como o melanoma estava muito próximo do nervo óptico, e muito próximo do cérebro, havia um risco real dele se espalhar. Por estar na retina, ele não poderia ser removido sem riscos de cegueira. Os médicos resolveram colocar um disco de metal radioativo, feito de rutênio, na área afetada para tentar destruir o câncer. Ele consegue matar todas as células malignas.

 

Depois de 5 dias, o disco foi removido e Joanne voltou para casa para passar por um lentíssimo processo de recuperação. Agora, ela quer que mais pessoas entendam a importância do cuidado com os olhos: “Eu agradeço a minha estrela da sorte por isso. Eu ainda não preciso de óculos, embora tudo isso tenha sido causado por uma visita ao oftalmologista”, ironiza.